A brincadeirinha de se apegar
Ai, lá vou eu nessa brincadeirinha que é se apegar. Não vai ser a primeira, nem a segunda, nem a terceira. Talvez tenha sido a décima, a décima segunda vez.
Toda vez que a gente começa conhecendo alguém, a gente fica com aquele pressentimento. Será que é ela? Será que vai dar certo? Será que não é?
E o engraçado é que, depois de alguns relacionamentos a gente sempre fica se questionando quais são os parâmetros, de fato, que eu devemos escolher, que são de fato importantes. O que é importante para mim e o que não é? O que deve ser inegociável e o que eu posso abrir mão?
E é sempre muito difícil, porque muitas vezes você encontra pessoas que dão match em 80% daquilo que você procura, só que aí esbarram em dois, três inegociáveis. Outras vezes, você encontra alguém que dá match em 70%, 50%, mas não tem nenhum inegociável em atrito. E outras vezes, o que é inegociável ainda é uma incógnita, não deu tempo.
E aí é que surge a expectativa, o encanto. E quanto mais cedo tá, e mais você vai conversando, você vai se apegando. E chega um momento em que você não sabe, de fato, o que você deve fazer, porque você tá meio que num limbo.
E, no fim das contas, também não tem como você saber o que a outra pessoa tá pensando disso tudo. Tipo: a gente tá levando isso aqui pra onde? Se pode dar certo, se não pode.
Enfim, é uma relação difícil. E pelo tempo, muitas vezes não da nem pra perguntar, ta cedo demais.
Ai, ai... Eu gostaria que pudesse ser mais fácil. A vida poderia ser um pouquinho mais fácil nessa parte.

