Da Fórmula 1 às Cheerleaders da NFL: Como grandes marcas voltaram ao topo contando boas histórias

Você reparou que as cheerleaders do DCC Dallas Cowboys estão em alta de novo? E o quanto as pessoas comentam sobre F1 em 2025.
Tem algo grande acontecendo no mundo das marcas. E não tem nada a ver com performance em campo, na pista ou no palco. Tem a ver com narrativa, emoção e com cinema. E a Netflix que está trazendo esse comeback.
A Fórmula 1 e o Drive to Survive
A Formula 1 estava em queda livre, com audiência envelhecendo, jovens trocando corridas por TikTok, patrocinadores perdendo brilho.
Até que a Netflix entrou no paddock com Drive to Survive. E em vez de mostrar voltas, mostrou bastidores. Em vez de resultados, mostrou rivalidade, drama e humanidade. E o que era uma liga de nicho virou mainstream.
Dallas Cowboys Cheerleaders
A mesma lógica se aplica às Dallas Cowboys Cheerleaders. Por décadas, símbolo pop da cultura americana, mas esquecidas numa prateleira nostálgica. Bastou um documentário bem feito, e o time de cheerleaders voltou ao centro da cultura.
As pessoas pararam de ver "mulheres dançando" e começaram a ver histórias de esforço, dor, superação e identidade.
É isso que a Netflix está fazendo: transformando performance em personagem, resultado em reputação.
O filme da F1 com Brad Pitt
E nessa última semana, mais uma peça foi jogada nesse tabuleiro: a estreia do filme da F1 com Brad Pitt, dessa vez capitaneada pela Apple.
Um filme que já nasce gigante, não só pela estrela, mas pela estratégia. A F1 entendeu que manter audiência é pouco. O que dá valor real é emocionar um novo público, reposicionar a marca, gerar conversa cultural. E isso só se faz com boas histórias.
The Last Dance e Beckham
E não para aí. O The Last Dance não foi um documentário. Foi uma masterclass de branding. A série fez as vendas de Air Jordan explodirem e rejuvenescerem a marca. Jordan voltou a ser ícone global, para quem nunca viu ele jogar.
O Beckham, no Netflix, lavou a imagem de um jogador subestimado por anos. O doc expôs vulnerabilidades, transformou memes em empatia, e renovou a identidade da marca pessoal dele, hoje atrelada a luxo, autenticidade e família.
O ponto central
As grandes marcas entenderam que o ativo mais valioso não é o produto. É a história que se conta sobre ele.
E se você ainda acha que storytelling é conversa de guru, vale lembrar que:
Drive to Survive aumentou em 99% a audiência da F1 nos EUA em dois anos.
The Last Dance gerou mais de US$ 15 milhões em vendas extras da Nike na semana do lançamento.
Durante o mês de lançamento, houve recorde de 46 milhões de ações nas redes mencionando Beckham.
Isso é mais do que mídia, é posicionamento estratégico de marca no século XXI. O futuro é de quem souber contar e viver boas histórias.
Qual é a história que sua marca está contando?
