Risco ou Retorno? A Reflexão Sobre Empreender em Tempos de Juros Altos

Madrugada de hoje com Planilhas abertas. Um amigo me pediu ajuda para decidir o destino de R$ 500 mil: investir em uma franquia ou manter na renda fixa. Com paixão pelo tema e curiosidade pelo desafio (me divirto fazendo essas coisas), lá fui eu fazer a análise, criando cenários que iam do pessimista ao super otimista.
Os números não mentem, mas às vezes, eles gritam. Mesmo com projeções robustas e margens atraentes, a maioria dos cenários deixava claro: não vale a pena sair da renda fixa com taxas pré-fixadas a 16% ou 17% oferecidas pelos bancos. Em vários casos, mesmo negócios bem-sucedidos não superavam o retorno de investimentos considerados "sem emoção", mas que brilham em tempos de juros altos.
E aqui está a reflexão que me tirou o sono: estamos vivendo um paradoxo no Brasil. Enquanto o país precisa de novos negócios, inovação e coragem para empreender, a própria estrutura econômica desincentiva o risco. A mensagem subliminar parece ser "invista no que é seguro, mesmo que isso signifique não gerar empregos ou inovação".
Mas será que a resposta está só nos números? Empreender é um ato de visão, de coragem e, acima de tudo, de propósito. Não há planilha que capture o valor de transformar ideias em impacto. Além de propósito e realização pessoal.


